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Mercado

Estudantes querem aulas sobre criptomoedas mas aprendem nas redes sociais

Fonte: Cointelegraph·Publicado em 26/08/2026 às 14:02

A Cointelegraph dá conta de que a esmagadora maioria dos estudantes universitários norte-americanos pretende que as instituições de ensino ofereçam formação em criptomoedas e blockchain, mas na ausência de cursos formais acabam por recorrer às redes sociais para se educarem sobre o tema. Os dados surgem num estudo encomendado pela corretora de criptoativos OKX.

O inquérito realizado este mês concluiu que 90% dos estudantes e 87% dos pais apoiam o ensino destas matérias no ensino superior. Cerca de 27% dos estudantes e 32% dos pais consideram mesmo que esta instrução deveria ser obrigatória.

A procura parece ultrapassar largamente a oferta de cursos formais. Uma análise separada conduzida em 2025 a 533 universidades americanas com escolas de negócios acreditadas revelou que apenas cerca de 28% ofereciam cursos sobre blockchain.

Entre os estudantes inquiridos pela OKX, 33% identificaram as redes sociais ou influenciadores como a sua fonte mais importante de informação sobre criptomoedas, quase cinco vezes mais do que aqueles que citaram escolas, professores ou docentes universitários. No caso dos pais, as plataformas e aplicações de criptomoedas lideraram como principal fonte de informação, com 21%.

A OKX conduziu o inquérito junto de 500 estudantes e 500 pais através da Pollfish, uma plataforma online que distribui questionários aos utilizadores de aplicações móveis de terceiros. Os inquiridos não foram recrutados da base de clientes da OKX.

A corretora não divulgou a ponderação utilizada no inquérito, a margem de erro ou as taxas de propriedade de criptomoedas entre os respondentes. O estudo sublinha o fosso crescente entre o interesse dos jovens em criptoativos e a capacidade das instituições académicas em responder a essa procura através de programas curriculares estruturados.