Galaxy estima perdas de 1.789 BTC no hack Coldcard, com 87% ainda por movimentar
Fonte: Cointelegraph·Publicado em 25/08/2026 às 09:00

A Galaxy Research contabilizou o roubo de 1.789,28 unidades do Bitcoin provenientes de 8.865 endereços no contexto do hack à Coldcard, um dos maiores ataques a carteiras físicas de criptomoedas. É a Cointelegraph quem revela que os fundos valiam 114,7 milhões de dólares no momento do roubo, segundo publicação de Alex Thorn, responsável de investigação da Galaxy.
A grande maioria do Bitcoin roubado permanece imóvel. Thorn indicou que os atacantes não gastaram 1.561 unidades do Bitcoin, o que corresponde a 87,3% das perdas atribuídas ao ataque. Estes fundos continuam em endereços de recolha ou armazenamento controlados pelos atacantes, incluindo a totalidade do Bitcoin roubado durante as primeiras três ondas de ataque.
Algumas unidades do Bitcoin roubadas em ataques posteriores foram entretanto movimentadas através de transações CoinJoin, cadeias de descascamento e outros métodos de ofuscação. A mais recente contabilização baseia-se parcialmente em 221 relatórios de vítimas que cobrem perdas de 790,72 unidades do Bitcoin, representando 44,2% do total atribuído ao hack pela Galaxy.
A perda mediana por relatório situou-se em 1,04272 unidades do Bitcoin, o que significa que mais de metade dos casos reportados envolveram perdas superiores a uma unidade do Bitcoin. Os valores mais elevados roubados permanecem visíveis na blockchain em endereços controlados pelos atacantes.
A Galaxy partilhou os endereços identificados dos atacantes com plataformas de negociação de criptomoedas, empresas de conformidade e autoridades policiais. O objetivo passa por conseguir congelar os fundos caso estes cheguem a intermediários centralizados, permitindo potencialmente a recuperação de parte dos ativos roubados.
O hack à Coldcard representa um dos maiores compromissos de segurança envolvendo carteiras físicas de criptomoedas, dispositivos geralmente considerados entre os mais seguros para armazenamento de ativos digitais. A investigação em curso procura rastrear os movimentos dos fundos roubados e identificar padrões que possam levar aos responsáveis pelo ataque.

