Roubo de Bitcoin através de carteiras Coldcard ultrapassa os 115 milhões de dólares
Fonte: Bitcoin Magazine·Publicado em 17/08/2026 às 22:01

O montante de criptomoedas subtraído através de uma vulnerabilidade nas carteiras físicas Coldcard já ascende a 115 milhões de dólares, calculados com base no preço do Bitcoin no momento dos roubos. Segundo a Bitcoin Magazine, a Galaxy Research dialogou com mais de duzentas vítimas para as apoiar e reunir informação sobre os atacantes.
Os roubos começaram a 31 de julho, visando utilizadores que armazenavam Bitcoin através das populares carteiras físicas Coldcard, fabricadas pela empresa canadiana Coinkite. A falha de segurança afeta especificamente os dispositivos Coldcard Mk3, a partir da versão de firmware 4.0.1 lançada em março de 2021.
O problema técnico reside num erro de programação que fez com que a geração de sementes criptográficas recorresse a um gerador de números pseudoaleatórios de software, em vez do gerador verdadeiramente aleatório baseado em hardware. Esta fragilidade permitiu que os criminosos conseguissem adivinhar as frases-semente dos investidores e aceder aos seus fundos.
A investigação da Galaxy Research estima que pelo menos quinze atacantes distintos exploraram esta vulnerabilidade de forma independente. O número de vítimas tem aumentado progressivamente à medida que os criminosos visam dispositivos mais recentes, levando a Coinkite e outros membros da comunidade Bitcoin a apelar aos utilizadores para transferirem imediatamente os seus fundos.
Dados anteriores da Galaxy revelam que a moeda típica roubada permanecera intocada durante três anos e meio, sendo que 88% dos fundos subtraídos tinham pelo menos um ano de idade. A empresa continua a confirmar o valor total roubado e admite que as perdas possam superar os 130 milhões de dólares.
A Coinkite reconheceu em comunicado esta semana que o erro no seu software passou despercebido e que o impacto potencial cresceu com cada nova versão dos seus produtos. Dias após os primeiros roubos, a empresa instou os investidores a atualizar o software ou a mover os fundos para outras soluções de armazenamento.
Investidores cautelosos têm transferido as suas criptomoedas para alternativas de armazenamento, incluindo plataformas de negociação centralizadas. O incidente levanta questões sobre a segurança das carteiras físicas, tradicionalmente consideradas uma das formas mais seguras de guardar criptoativos.

