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Ethereum planeia alterações de privacidade para atualização Hegotá em 2027

Fonte: Decrypt·Publicado em 17/08/2026 às 19:06

Os programadores do Ethereum estão a avaliar alterações técnicas que poderão reforçar significativamente a privacidade na rede, permitindo que as pools de privacidade paguem diretamente as suas taxas de transação sem recorrer a intermediários que podem expor a atividade das carteiras. Segundo noticia a Decrypt, o investigador da Ethereum Foundation, Toni Wahrstätter, anunciou numa publicação na rede social X que a equipa de Arquitetura de Protocolo pretende priorizar duas propostas para a atualização Hegotá, agendada para 2027. As propostas em causa são as Frame Transactions (EIP-8141), que dariam às carteiras maior controlo sobre a execução de transações, e as Fork-Choice Enforced Inclusion Lists, ou FOCIL (EIP-7805), que dificultariam a censura de transações elegíveis. Wahrstätter explicou que, em conjunto, estas tecnologias permitiriam às pools de privacidade pagar as suas próprias taxas, eliminando a necessidade de intermediários, e que com o suporte FOCIL as transações privadas ganhariam garantias de inclusão ao nível do protocolo. As Frame Transactions funcionariam em conjunto com Keyed Nonces e Recent Roots (EIP-8272), sendo descritas como um formato de transação muito mais expressivo e um bloco fundamental para a próxima geração da experiência transacional do Ethereum. O pacote inclui ainda Transaction Assertions (EIP-7906), que permitiriam às carteiras definir condições sobre o que uma transação pode fazer após ser submetida. Atualmente, o FOCIL é a única proposta confirmada para Hegotá, enquanto o pacote Frame Transactions está entre 66 propostas em consideração para a atualização de 2027. Wahrstätter alertou que uma atualização não pode ser uma lista de desejos da comunidade ou dos programadores principais, sendo necessário decidir o que o Ethereum deve tornar-se a seguir e o que terá de aguardar. De acordo com a publicação da Decrypt, estas propostas surgem num momento em que o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, tem defendido mudanças importantes na rede, incluindo maior privacidade, segurança resistente a computadores quânticos e menor dependência de redes de camada 2. Em fevereiro, Buterin apresentou planos para substituir criptografia vulnerável a computadores quânticos, enquanto investigadores do Ethereum propuseram um roteiro para transações mais rápidas, privacidade nativa e segurança resistente a quântica até 2029. Outras propostas em consideração focam-se no dimensionamento, incluindo alterações na forma como o Ethereum precifica transações e crescimento de estado à medida que o limite de gás da rede sobe para 500 milhões a 600 milhões. A atualização Hegotá seguir-se-á à Glamsterdam, que os programadores pretendem lançar até ao final de 2026, tendo Wahrstätter alertado que já decorreram 256 dias desde o início do trabalho em Glamsterdam e que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo e continuar a cumprir prazos.