Criptografia clássica é suficiente para proteger blockchains contra ameaça quântica, defende investigadora do MIT
Fonte: CoinDesk·Publicado em 13/09/2026 às 23:01

A comunidade cripto debate frequentemente a necessidade de preparação para futuras ameaças quânticas, mas uma perspetiva diferente surge agora na discussão. Conforme reporta a CoinDesk, Muriel Médard, investigadora do MIT e cofundadora da Optimum, argumenta que a tecnologia blockchain não depende de computadores quânticos para alcançar segurança quântica-resistente.
A posição de Médard desafia a narrativa convencional de que seria necessário desenvolver computadores quânticos ou esperar pela sua evolução para garantir que as blockchains se mantêm seguras contra futuras capacidades computacionais quânticas. Em vez disso, a investigadora defende que as ferramentas matemáticas clássicas, já bem estabelecidas e compreendidas, são suficientes para este objetivo.
Esta abordagem fundamenta-se na utilização de princípios criptográficos tradicionais que, devidamente implementados, conseguem fornecer proteção adequada contra potenciais ataques baseados em computação quântica. A matemática clássica oferece soluções concretas que podem ser integradas nos protocolos blockchain existentes e futuros sem necessidade de revolução tecnológica.
A perspetiva de Médard é relevante para o desenvolvimento futuro da indústria, na medida em que sugere que a segurança a longo prazo das blockchains não depende de avanços disruptivos em computação quântica, mas antes da implementação adequada de métodos criptográficos já conhecidos. Esta abordagem mais pragmática pode acelerar o processo de tornar as redes blockchain verdadeiramente resistentes a ameaças quânticas.
O tema da resistência quântica permanece como uma preocupação importante para a indústria de criptomoedas, especialmente considerando os horizontes temporais longos de projetos blockchain de larga escala. A contribuição de investigadores como Médard oferece uma perspetiva baseada em fundamentos matemáticos sólidos para abordar este desafio sem necessidade de depender de tecnologias ainda em desenvolvimento.

