Bitcoin avança em defesas pós-quânticas enquanto Solana reduz inflação em 18,9 milhões de tokens
Fonte: Cointelegraph·Publicado em 31/08/2026 às 02:00

O Bitcoin está a dar passos concretos para se proteger contra futuras ameaças de computação quântica, com dois desenvolvimentos significativos publicados esta semana. Um investigador da StarkWare testou com sucesso uma transação resistente a quânticos na rede principal do Bitcoin, utilizando um esquema denominado Quantum Safe Bitcoin que combina assinaturas de uma única utilização baseadas em hash com buscas computacionais. Embora funcional, a abordagem permanece impraticável para uso generalizado, uma vez que cada transação requer várias horas e custa entre 150 a 200 dólares.
Num desenvolvimento complementar, investigadores da Blockstream publicaram uma proposta de melhoria do Bitcoin centrada no esquema de assinatura SHRINCS. Conforme relatado pela Cointelegraph, a solução reduz significativamente o tamanho das assinaturas pós-quânticas baseadas em hash, alcançando uma compressão de aproximadamente 13 vezes. Jonas Nick, investigador da Blockstream, descreveu-a como a primeira proposta concreta de esquema de assinatura pós-quântica desenhada especificamente para o Bitcoin, reconhecendo que não é ótima em todos os aspetos, mas representa um compromisso equilibrado face às opções atualmente disponíveis.
No ecossistema Solana, os validadores aprovaram uma proposta para duplicar a taxa de desinflação anual da rede. A votação atingiu uma participação de 60,7% das quotas elegíveis, com 67% de apoio, 25,16% contra e 7,84% abstenções. Sob a nova estrutura conhecida como SGP-0002, a taxa de desinflação anual aumentará de 15% para 30%, permitindo que o Solana atinja a sua taxa de inflação terminal de 1,5% em aproximadamente 2,8 anos, comparativamente aos 5,7 anos previstos anteriormente. Esta mudança resultará numa redução de 18,9 milhões de SOL emitidos ao longo dos próximos seis anos.
Os dados da rede Solana demonstram crescimento robusto, com a plataforma a processar um recorde de 4,2 mil milhões de transações em julho, representando um aumento de 13,5% face ao mês anterior. Desde dezembro, o número de transações aumentou aproximadamente 2 mil milhões, refletindo um crescimento de 91% em apenas oito meses.
Em termos de movimentos de preço, o Bitcoin encerrou a semana com valorização de 1,1%, negociando nos 78.420 dólares, enquanto o Ethereum ganhou 0,6% para 2.469 dólares. O XRP registou desempenho negativo com queda de 8,7% para 1,38 dólares. A capitalização total do mercado de criptomoedas situa-se nos 2,64 biliões de dólares. Entre as 100 maiores criptomoedas, o VeChain liderou os ganhos com 18,5%, seguido pelo SPX6900 com 17,3% e pelo Uniswap com 15,2%.
Analistas da Bernstein projetam um novo ciclo de quatro anos para o Bitcoin, prevendo recuperação para 125 mil dólares em cenários base e otimista. A sua projeção mais conservadora aponta para um pico de 300 mil dólares em 2029, enquanto o cenário otimista sugere um máximo de 500 mil dólares no mesmo período. Adicionalmente, os ETFs de Bitcoin registaram entradas líquidas superiores a 3,3 mil milhões de dólares em agosto, representando o mês mais forte desde o recorde histórico de outubro de 2025.
Finalmente, a plataforma Revolut começou a implementar a sua primeira stablecoin, denominada EURR e ancorada ao euro, para aproximadamente 2 milhões de clientes na Dinamarca, Polónia e Portugal. O token, emitido pela entidade luxemburguesa Bridge Building S.A., será integrado na aplicação retalhista da Revolut e lançado inicialmente na rede Ethereum, com planos de expansão para outros mercados do Espaço Económico Europeu ainda este ano.

