Binance prepara regresso ao Reino Unido com pedido de licença à FCA
Fonte: Cointelegraph·Publicado em 17/08/2026 às 19:03

A Binance está a preparar uma candidatura para obter licença junto da Financial Conduct Authority do Reino Unido, numa tentativa de relançar determinados serviços para residentes britânicos a partir de 2027. Segundo revelou o The Telegraph no passado sábado, a exchange pretende candidatar-se ao abrigo das novas regras para ativos digitais que vão entrar em vigor no país.
A operação britânica da Binance, conhecida como Binance Markets Limited, encontra-se impedida de realizar qualquer atividade regulada no Reino Unido desde junho de 2021, altura em que a FCA emitiu essa proibição. Este bloqueio levou a que a exchange anunciasse em 2023 a suspensão do registo de novos utilizadores no território britânico, em resposta às regras do regulador sobre promoções financeiras.
Quando contactada pela Cointelegraph, a Binance afirmou através de um porta-voz que a empresa não comenta especulações relacionadas com potenciais pedidos de licença. A plataforma não prestou esclarecimentos sobre as suas operações atuais no Reino Unido.
O novo quadro regulatório para criptomoedas da FCA, anunciado em junho do ano passado, estabelece que as empresas terão um período entre setembro e 28 de fevereiro de 2027 para submeter as suas candidaturas. O regime entrará oficialmente em vigor a 25 de outubro de 2027.
David Geale, diretor executivo de pagamentos e finanças digitais da FCA, explicou que este quadro normativo irá sujeitar as empresas de criptomoedas a padrões similares aos aplicados a outros prestadores de serviços financeiros no Reino Unido. Esta harmonização regulatória representa uma mudança significativa na forma como as autoridades britânicas encaram o setor dos ativos digitais.
A eventual aprovação da licença representaria um marco importante para a Binance, que é uma das maiores exchanges de criptomoedas a nível mundial. O regresso ao mercado britânico permitiria à plataforma retomar operações num dos principais centros financeiros europeus, depois de anos afastada do território por questões regulatórias.

