Binance confirma libertação de funcionários detidos nos Emirados Árabes Unidos
Fonte: Cointelegraph·Publicado em 21/08/2026 às 13:00

A Binance confirmou que dois dos seus funcionários foram detidos temporariamente nos Emirados Árabes Unidos, tendo sido posteriormente libertados sem acusações após prestarem declarações às autoridades locais. Segundo um porta-voz da bolsa de criptomoedas citado pela Cointelegraph, os colaboradores foram questionados sobre movimentos de fundos de terceiros através de uma conta de cliente corporativo.
De acordo com informações divulgadas pelo New York Times na quinta-feira, os dois funcionários da Binance foram interceptados em aeroportos dos Emirados Árabes Unidos no contexto de investigações policiais relacionadas com possíveis crimes financeiros envolvendo a plataforma de negociação.
O porta-voz da Binance esclareceu que os colaboradores detidos não eram alvos nem suspeitos nas investigações, que a empresa descreveu como sendo de carácter rotineiro. Os funcionários foram libertados após prestar os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
A empresa reconheceu que as criptomoedas e os mecanismos das contas institucionais de clientes continuam a ser conceitos emergentes em muitas jurisdições. Nesse sentido, a Binance afirmou estar a trabalhar de forma construtiva com a Polícia do Dubai e autoridades de outros emirados para estabelecer procedimentos claros e apropriados de coordenação.
Este incidente surge num contexto em que a Binance tem enfrentado desafios regulatórios em várias jurisdições. Em 2024, as autoridades nigerianas detiveram Tigran Gambaryan, na altura responsável pela conformidade em crimes financeiros da bolsa, durante um período de oito meses.
Gambaryan enfrentou acusações de branqueamento de capitais na Nigéria, tendo permanecido sob custódia até outubro de 2024. Nessa altura, o governo nigeriano abandonou todas as acusações contra o executivo da Binance, permitindo a sua libertação.
A situação nos Emirados Árabes Unidos foi resolvida de forma mais célere do que o caso nigeriano, com os funcionários a serem libertados após prestarem declarações, sem que tenham sido formalizadas quaisquer acusações contra eles ou contra a empresa no âmbito destes inquéritos.

