Apple recorre à Alibaba para desenvolver modelo de IA destinado ao mercado chinês
Fonte: Decrypt·Publicado em 15/08/2026 às 18:02

A Apple desenvolveu o seu próprio modelo de inteligência artificial para o mercado chinês com o apoio da Alibaba, numa corrida para disponibilizar a Apple Intelligence aos consumidores do país asiático. De acordo com a Decrypt, a Administração do Ciberespaço da China registou o serviço de IA generativa da empresa norte-americana no mês passado, ultrapassando um obstáculo regulamentar importante que tem impedido o acesso a ferramentas como o ChatGPT da OpenAI e o Claude da Anthropic em território chinês.
Joe Tsai, presidente da Alibaba, confirmou o acordo entre as duas empresas em fevereiro de 2025. Segundo declarações atribuídas ao executivo, a Apple terá negociado com várias empresas chinesas antes de escolher trabalhar com a Alibaba.
Conforme avança a publicação, a estratégia da Apple passará por combinar o seu modelo com o Qwen da Alibaba e tecnologia da Baidu. Embora não esteja claro qual o papel específico de cada sistema, espera-se que a Apple Intelligence chegue aos iPhone chineses através de uma atualização do iOS nos próximos meses.
Esta notícia surge após um período difícil para o negócio de inteligência artificial da empresa de Cupertino. Em janeiro, a companhia anunciou que os seus modelos Foundation de próxima geração utilizariam o Gemini da Google, abandonando um desenho proprietário após atrasos e uma receção pouco entusiasta à Apple Intelligence.
Em maio, a Apple concordou em pagar 250 milhões de dólares para resolver acusações de que enganou compradores de iPhone sobre funcionalidades de IA que não estavam disponíveis no lançamento. Este atraso deixou a empresa atrás de rivais chinesas como a Huawei, que já comercializa telefones com capacidades de inteligência artificial.
Em junho, a tecnológica apresentou a Siri AI, um assistente reconstruído capaz de manter conversas, analisar imagens e utilizar contexto pessoal. A empresa indicou que o assistente entraria em fase beta ainda este ano, mas permaneceria indisponível na China enquanto trabalha os requisitos regulamentares necessários.
A colaboração com a Alibaba representa assim uma solução para contornar as restrições regulamentares chinesas e recuperar terreno perdido num mercado crucial para as suas operações globais.

